Agora negam! Claro, iam dizer que sim, queres ver... Enfim,
depois dos médicos, os professores. As classes privilegiadas no seu melhor. Já
estou mesmo a ver as prendas dadas pelas editoras aos docentes: canetas Montblanc
a rodos, rave parties em Ibiza, fins de semana com festas de gala na Villa La
Vedetta, em Florença, e por aí fora. Fala-se mesmo à boca pequena de um casal
de professores da Escola C+S de Arruda dos Vinhos, que foi convidado para estar
presente esta sexta-feira na cerimónia da tomada de posse do Presidente Trump,
com direito, além do mais, a participar num dos muitos bailes comemorativos
daquele evento. Tudo porque o tal casal conseguiu adoptar na turma do 7º B, na
disciplina de Francês, o manual Vive la France. Uma vergonha!
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
domingo, 15 de janeiro de 2017
A propósito do congresso dos jornalistas
Tanta
vacuidade, tanta vaidade, tanta camisa de xadrez e bolsa a tiracolo – a farda
da profissão que se remata com a barba por fazer e o cabelo desgrenhado –
circularam por estes dias no congresso dos jornalistas. E protestos, muitos
protestos. Contra os outros, claro. Nunca assumindo os próprios erros.
São as
redes sociais e os energúmenos que as frequentam, consumidores acríticos da
não-verdade. Dois erros imensos de avaliação: a comunicação digital trouxe
possibilidades novas nunca sonhadas e que não a estão ser devidamente
aproveitadas pelo modelo de negócio da comunicação social; por outro lado, o
público consumidor de informação é completamente diferente do de há três
décadas atrás: muito mais culto, mais exigente. Escreve bem, por vezes melhor
que o jornalista profissional, frequentou cursos universitários exigentes.
Quer
isto dizer que o jornalismo profissional tem os dias contados? Claro que não,
bem pelo contrário. Tem é de evoluir em dois campos aparentemente
contraditórios mas que acabam por se complementar: a velocidade da notícia e o
enquadramento esclarecidos dos factos. E isto na mesma plataforma noticiosa,
seja digital ou impressa. Sim, digital também, essa ideia de que os textos mais
sérios ou mais extensos não têm lugar nas novas tecnologias informativas tem
sido um erro trágico.
O
leitor actual mudou tanto ou mais que o mundo actual. Já não lê no mesmo sítio
todos os dias, às mesmas horas. Fá-lo a qualquer momento – em viagem, em ócio,
durante o trabalho, em resposta a uma questão momentânea. Sem com isso admitir
qualquer desvalorização da qualidade informativa. Sabe é diferenciar, conforme
dissemos já, a mera notícia da mundividência que a envolve.
E
consulta a informação não nos sites noticiosos mas nas aplicações para
smartphones, ao contrário do que quase todos pensam.
O
sucesso de casos como o Observador ou El Español (ideologias políticas aparte)
constitui os primeiros passos de algo que vai necessariamente desenvolver-se.
E a
imprensa publicada? Terá sempre lugar, agora mais dedicada a públicos-nicho,
com o desenvolvimento e investigação dos temas em análise mais assumido, com o
design e a qualidade das fotografias objecto de um investimento diferente.
O resto
é lamúria, ignorância, desculpabilização à custa dos que não têm culpa. E, já
agora, mudem a forma de estar e reduzam essa atávica vaidade. Em verdade não a
merecem.
Francisco Sérgio de Barros e Barros
Carteira de jornalista TE-2
Carteira de jornalista TE-2
Foto:
Meios & Publicidade
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Morreu um aluno
Da morte o que nos separa é algo muito ténue. Por vezes quase
nada. Entra-se no carro do pai depois de um dia de aulas, percorre-se caminho
em direcção à nossa casa, vem uma carrinha em sentido contrário ao nosso e… é a
morte que nos abraça, leva-nos com ela, deixa um vazio nos outros que dói,
fere. É pérfida a morte. Principalmente quando se tem 17 anos, rosto de modelo
fotográfico, uma vida para amar. O Emanuel Veiga, aluno do Liceu de Bragança,
não merecia isto. Nem ele nem os outros que com ele sonhavam os dias que vêm
aí. Resta-nos mantê-lo vivo na nossa memória, nas festas que fizermos, nas
conversas que mantivermos daqui a 30 anos, na cidade de Bragança que soubermos
construir. Juntos a ele. Sempre.
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Falta a Julia Roberts
Estou numa esplanada onde o ser mais interessante
que aqui está é um fabuloso cão. Não está mal mas não era bem isto que eu
esperava.
domingo, 8 de janeiro de 2017
Adeus Mário Soares
Mário Soares morreu hoje. A notícia era
esperada há algum tempo. Estávamos por isso todos preparados para ela. Mas
mesmo assim custa. Não era uma pessoa qualquer. Muitos não saberão mas tempos
houve em que do nosso país os estrangeiros conheciam a Amália, o Eusébio e o
Mário Soares. Entre a geração de políticos de excepção que a Europa teve – sim,
um dia teve, parece incrível! – constam nomes como François Miterrand, Willy
Brandt, Olof Palme, Hans-Dietrich Genscher, Felipe Gonzalez, Helmut Schmidt, Helmut
Kohl, Jacques Delors e, claro, Mário Soares.
Mas não é disso que vou falar hoje. Fica
prometido para outros espaços de reflexão. Vou antes dar-vos conta da memória
pessoal que guardo dele.
Importa dizer que desde muito cedo
gostei de política. Lembro-me de criança ainda recusar o gesto afetuoso de
Américo Tomás ao querer fazer-me uma carícia na testa, num jantar faustoso,
depois de ter chegado no Rolls-Royce da Presidência; de integrar-me, alguns
anos mais tarde, na fila que na Sexta-Feira à noite esperava pela edição do semanário
Jornal (era eu o mais jovem dos clientes); de ler o Expresso de uma ponta à
outra (anúncios de emprego incluídos).
De Mário Soares recordo-me da 1ª vez que
estive com ele. Só não levava calções porque nunca mais os usei desde os oito
anos de idade. Abeirei-me dele, o meu herói político, não me lembro se consegui
dizer coisa alguma, cumprimentei-o e… não, não leiam mais aqueles que não
gostam dele... desejo-vos um tempo feliz na companhia da TVI… sejam vocês mesmo
segundo os mandamentos do Reiki… cheirei as mãos... e lá estava ele… um perfume
beatífico, dos Champs-Elysés, quase-terreno, quase-celestial.
E depois as gravatas. De um bom-gosto
irrepreensível. Os fatos feitos à medida num corpo que ultrapassava as
coordenadas dos dietistas mas que a altura acima da média ajudava a disfarçarem.
E que valia isso perante a verbe de
Mário Soares? Como jornalista acompanhei algumas vezes congressos, acções de
incentivo dirigidos à actividade empresarial. Escusado será dizer que havia
sempre indivíduos preparados para zurzir no político – a grande maioria
regressados das antigas colónias e zangados com tudo e com todos.
Mário Soares entrava nos anfiteatros com
o seu passo largo, o sorriso confiante no rosto e a inigualável desenvoltura
pronta a actuar.
Algum tempo depois, a bonomia posta em
acção, um interesse genuíno naquilo que os outros diziam, a última palavra
escolhida a preceito, e era vê-los juntos, braços nos ombros, irmanados na
ideia de progresso e de investimento.
É com muita emoção que escrevo
hoje sobre Mário Soares, o homem que mais me influenciou politicamente. Vivemos
na actualidade outros tempos, políticas novas. Dizem que pertencem à era da
pós-verdade. Pode ser que sim. Mas uma coisa não faça o possível eleitor nunca:
não se deixe representar por políticos que não saibam juntar o exercício
político à cultura, seja ela livresca, científica ou artística. Mário Soares é
o exemplo perpétuo disto mesmo.
domingo, 1 de janeiro de 2017
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
A política portuguesa e os seus protagonistas
Em
tempo de balanço de ano, importa chamar a atenção para algo que não tem sido
referido: a qualidade dos dirigentes actuais da política portuguesa.
O que aliás é algo muito raro. Nem sequer é cíclico. Desde Mário Soares que a
excelência não integrava o exercício político. Com algumas asneiras pelo meio,
é certo. Mas, no geral, a tríade de homens que nos representa no poder tem
feito um trabalho meritório.
domingo, 25 de dezembro de 2016
George Michael
Os sons que marcaram a nossa vida estão pouco a pouco a
desaparecer. Precisam de ser substituídos, se possível com mulheres de igual
calibre a embelezar os vídeos promocionais.
Adeus George Michael. Queremos outro George Michael com a mesma manequim a desfilar na passerelle transportando os retrovisores de lei no corpo que quase parecia roupa.
Entretanto, que se está a passar com os nossos contextos de vida?
Adeus George Michael. Queremos outro George Michael com a mesma manequim a desfilar na passerelle transportando os retrovisores de lei no corpo que quase parecia roupa.
Entretanto, que se está a passar com os nossos contextos de vida?
Natal é isto
Recordar
e voltar a ser. Por momentos que seja. Uma vez mais. De forma dolorosa ou não.
Mas remisturando os dados. Percebendo de maneira diferente. E, principalmente,
preservando-nos. O que passou não volta mais. Pode acontecer parecido mas nunca
igual. Até porque não somos iguais para sempre. A pessoa alegre de ontem pode
ser hoje um degradante retrato de si mesma. Merecendo o nosso amor ou não.
Uma coisa é certa: não se ama alguém por
acaso. Por isso é que é difícil encontrar quem mexa connosco. Que nos convoque
de corpo inteiro e de espírito. Por ser um sentimento tão selectivo nunca
acreditei no fim do amor. Pode esmorecer, ficar entre parêntesis, esquecido
até. Mas está lá. E capaz de voltar a nascer mais rápido que um semáforo
vermelho que passa a verde.
Cumprindo-se
desta forma o Natal, a Páscoa, o primeiro dia de férias, a celebração da
Restauração, agora.
Marina Abramovic, Ulay, Leonard Cohen,
Marianne Ihlen sabiam e sabem disto.
sábado, 24 de dezembro de 2016
É Natal
– É agora
que apanho o tipo que escreve neste blogue. Deve estar a chegar para passar o
Natal com a família.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
Um bocado de compostura, meus senhores
No
dia em que se comemora a restauração da independência frente aos interesses
imperialistas espanhóis, sendo eu desde muito pequeno adverso à forma de ser do
povo que insistia (e subliminarmente continua) em querer incluir Portugal no
mapa do seu país, ainda assim pergunto, porque não entendo, e ninguém explica
de forma plausível, a atitude vergonhosa do Bloco de Esquerda no Parlamento.
Ou justificam como deve ser ou então fico à espera que
sejam as primeiras vítimas da lei que querem fazer aprovar, a da eutanásia. Com
urgência, por favor.
Foto SIC
Foto SIC
sábado, 12 de novembro de 2016
Reportagem do dia com a Lúcia de Jesus Purificação dos Santos
Têm razão, minhas
amigas. Foi o típico momento de fraqueza dos noivos. Pensei melhor no caso,
recorri aos meus companheiros de sempre — Heidegger, Levinas, Kierkegaard — e
encontrei a resposta às minhas dúvidas na teoria da relatividade de Einstein: o
facto de haver tanta gente a gostar de comer caracóis, não significa que eu
tenha de tolerar o malfadado petisco.
E foi assim que me decidi pela Lúcia. Passamos o dia
de ontem a passear. Os dois, de mão dada. Fomos visitar o MAAT, o Museu dos
Coches e espreitamos o restaurante da Fundação Champalimaud.
De seguida fizemos jus ao dia e comemos castanhas
em frente ao Tejo. Foi lindo. Ainda tentamos visitar a Torre de Belém mas
estavam doze pessoas à nossa frente na fila de espera e a Lúcia — com o seu bom
senso — achou que seria coisa para demorar muito tempo.
Além disso ela estava cheia de pressa para irmos
rezar o terço no hostel. A devoção acima de todas as coisas.
Para hoje, a Lúcia já escolheu o programa: vai ser
Tuk-Tuk o dia todo. Compreende-se — é a 1ª vez dela. Será uma viagem idílica
pelas sete colinas de Lisboa. Estou certo disso.
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
Numa relação nova?
O autor deste
blogue está a pensar seriamente em começar uma relação com Lúcia de Jesus
Purificação dos Santos, mulher de muitas virtudes e inteligência ímpar, mesmo
que contrariando o conselho da maioria dos seus amigos.
A verdade é que
a Lúcia é uma verdadeira santa – ouve tudo e não se queixa.
Nos próximos
dias será anunciada aos leitores a decisão tomada.
Leonard Cohen
Morreu
Leonard Cohen. Mais que um cantor de melodias, era um diseur e, principalmente,
um poeta. Esteta por imperativo, gostava verdadeiramente de mulheres que
gostavam de homens. O caso de amor com a bela norueguesa é exemplo disto mesmo.
O chapéu, o gesto ensaiado, a postura de gentleman compunham a personagem. E o
ritmo que se voltava uma e outra vez sobre si mesmo numa valsa interminável nas
noites de espectáculo. Os nossos corpos percebiam que era a vida e o amor que
se estavam a celebrar, choravam e riam e nós parecíamos embriagados de
felicidade. Obrigado Leonard.
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Ana Moura
Eu avisei-te, Ana. É a segunda vez que vens
cantar à rua onde vivo e nem um bilhete sobrou para mim. A máfia romena e a
Mossad esgotaram a sala de espectáculos.
De qualquer forma valeu a pena o almoço n'O Abel, de que gostas tanto, a fotografia de ti bonita e a mensagem "embarca em mim" que me prometeste para depois do espectáculo.
Cuidado com o público de logo à noite. Beijo.
De qualquer forma valeu a pena o almoço n'O Abel, de que gostas tanto, a fotografia de ti bonita e a mensagem "embarca em mim" que me prometeste para depois do espectáculo.
Cuidado com o público de logo à noite. Beijo.
terça-feira, 1 de novembro de 2016
Para os meus alunos de psicologia
Andava eu
a estudar na faculdade quando um dia recebi um telefonema anónimo. Do outro
lado da linha uma mulher jovem dizia-me: "tens a mania que és bom, mas é
isso que te torna interessante".
A moral da história é simples: quanta mais segurança demonstrarmos melhor estamos (mesmo que por dentro a mentira momentânea tome conta de nós).
A moral da história é simples: quanta mais segurança demonstrarmos melhor estamos (mesmo que por dentro a mentira momentânea tome conta de nós).
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
Capitão Henrique de Barros faz hoje 9 anos
1 - A 1ª fotografia está reproduzida numa tela
que cobre uma das janelas exteriores do Museu do Traje em Viana. Gosto tanto
dela que sempre que tenho oportunidade explico-a aos meus filhos: Estão a ver
aquele menino? É o último Rei de Portugal, D. Manuel II, que está no colo da sua ama de leite, vestida com o traje vermelho de Viana.
Deixou tudo a Portugal mesmo depois de ter morrido em Londres para onde foi
obrigado a exilar-se. A assistência parece não ligar nada ao que eu digo.
Sinceramente, não me importo: ainda não entendem muitas coisas, por exemplo o
valor da família e da continuidade que o nascimento pressupõe.
De tal forma o desinteresse parece ser tanto que da última vez que passamos pela janela do Rei resolvi não dizer nada: logo um coro de protestos irrompeu naquele entardecer de Verão. Então e o D. Manuel II e a ama? E os marotos em coro a gritarem a minha ladainha de sempre. Na 3* imagem explico melhor o burlesco da situação.
De tal forma o desinteresse parece ser tanto que da última vez que passamos pela janela do Rei resolvi não dizer nada: logo um coro de protestos irrompeu naquele entardecer de Verão. Então e o D. Manuel II e a ama? E os marotos em coro a gritarem a minha ladainha de sempre. Na 3* imagem explico melhor o burlesco da situação.
2 - Esta foto foi captado no dia em que o meu filho aniversariante foi promovido a capitão. A alegria e orgulho foram de tal ordem que logo quis pôr gravata e usar os os óculos de sol quase obrigatórios entre os militares nos anos 1970. A bem-aventurança foi geral na família habituada a ter nas suas fileiras poetas, padres, políticos e raros militares. O Henrique capitão dos lobitos do Corpo Nacional de Escutas! É obra, meu filho, principalmente se tivermos em conta o facto, conforme se explica na 3* imagem, que havias entrado nos escuteiros uma semana antes.
3 - Quanto à 3ª imagem, 3ª imagem... 3ª imagem... 3ª... Não vou dizer nada. Não me apetece.
Um beijo de muito amor para o meu filho e senhor Henrique de Barros,
do Conde de Viana, seu Pai.
(É assim que insistem em chamar-me nas terras onde vivemos agora e onde fomos recebidos com galhardia por estas boas gentes)
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Ao meu pai
O meu pai faz hoje anos. Faz ele e a Praça da
República, o Café-Bar, as mulheres de Viana, os jornais de todo o país, as
tardes de Outono, Ponte de Lima, Caminha, Arcos de Valdevez. E as tertúlias dos
homens importantes de Viana, dos jornalistas, dos políticos, dos polemistas
d'antanho. E a vida social da cidade toda, com os automóveis a circularem na
Praça, as ondas de modernidade e desfaçatez formadas nas noites de Vilar de
Mouros a quebrarem-se de encontro à foz, os torneios de mini-golfe de Vizela com os homens que
mandavam no norte do país, as noites do Hotel do Pinhal, do Casino da Póvoa. E
os escritores a ficarem mais velhos, os colegas dos jornais a morrerem como
tordos a cair das árvores, e os amigos que se juntavam para colar os endereços
d'O Vianense a fazerem viagens cada vez mais longas, contratadas na agência
Turilis. E os netos a chegarem e a crescerem e os primeiros a irem estudar para
Coimbra e Londres. E eu. No meio do rio. Entre uma margem e outra. A continuar
o teu gosto de escrever e de observar os outros. E a ter orgulho de ser de
Viana como tu. E a não ser mau tipo – penso eu. Alguns dizem que tenho um
coração grande. Se assim for não será a escrita apenas a aproximarmo-nos. Será
também a esplanada, o beijo genuíno da Rosa Ramalho e da Capitolina Amaral
Pessoa, a palavra dita no momento e no contexto certos – que aprendemos com
Jorge Amado e todos os outros, a vontade de dar a mão ao mais indefeso dos
homens.
Eu e tu. Outra vez a fazeres anos. Eu deixei de os fazer aos 23.
Por isso é que hoje só tenho a idade que quiser ter e estou ao teu lado e do Severino Costa e do Alberto Couto e do Oliveira e Silva sentados à mesa do Café-Bar.
Parabéns.
Eu e tu. Outra vez a fazeres anos. Eu deixei de os fazer aos 23.
Por isso é que hoje só tenho a idade que quiser ter e estou ao teu lado e do Severino Costa e do Alberto Couto e do Oliveira e Silva sentados à mesa do Café-Bar.
Parabéns.
sábado, 8 de outubro de 2016
Em Directo
Em pleno Douro, na Quinta Dona Francisca, as
vindimas decorrem a bom ritmo. O Verão prolongado ajudou à maturação das uvas,
razão pela qual se acalentam expectativas positivas acerca da qualidade do
vinho deste ano.
Já quanto à quantidade, não há dúvidas: a colheita fica marcada por um decréscimo na produção.
Esta tarde, não obstante o calor que se faz sentir, vive-se um bom ambiente entre os vindimadores.
Mais tarde, na adega, vão pisar-se as uvas. "Se for preciso pisamos as uvas a noite toda", afirmaram à nossa reportagem.
Que trabalheira!
Já quanto à quantidade, não há dúvidas: a colheita fica marcada por um decréscimo na produção.
Esta tarde, não obstante o calor que se faz sentir, vive-se um bom ambiente entre os vindimadores.
Mais tarde, na adega, vão pisar-se as uvas. "Se for preciso pisamos as uvas a noite toda", afirmaram à nossa reportagem.
Que trabalheira!
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
António Guterres
Num país marcado pelo mediocridade dos seus
políticos ouvir alguém com responsabilidades hierárquicas singulares dizer
"Ele é o melhor de todos nós", constitui facto assinalável.
Marcelo Rebelo de Sousa afirmou-o de António Guterres – a quem conhece desde sempre – com genuína sinceridade. O que só o enobrece. Depois de vários anos a sermos governados por homens demasiadamente comuns, com preparação académica duvidosa, sem mundividência estruturada, aquelas palavras ganham uma relevância especial. Porque se referem a dois homens diferentes dos outros. Ao que disse de quem o disse. Principalmente num Portugal que ainda não percebeu Guterres. Que o continua a desprezar por não ser igual. Por atrever-se a sonhar e a construir a estratégia para realizar o que os outros não acreditam. E a ser desprendido em relação ao poder. Ao mesmo tempo que se retira do convívio dos que não lhe merecem consideração especial mas sem disso fazer alarido ou declarado desprezo. Pode ser que faça escola a sua forma de estar.
Marcelo Rebelo de Sousa afirmou-o de António Guterres – a quem conhece desde sempre – com genuína sinceridade. O que só o enobrece. Depois de vários anos a sermos governados por homens demasiadamente comuns, com preparação académica duvidosa, sem mundividência estruturada, aquelas palavras ganham uma relevância especial. Porque se referem a dois homens diferentes dos outros. Ao que disse de quem o disse. Principalmente num Portugal que ainda não percebeu Guterres. Que o continua a desprezar por não ser igual. Por atrever-se a sonhar e a construir a estratégia para realizar o que os outros não acreditam. E a ser desprendido em relação ao poder. Ao mesmo tempo que se retira do convívio dos que não lhe merecem consideração especial mas sem disso fazer alarido ou declarado desprezo. Pode ser que faça escola a sua forma de estar.
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Matilde de Barros
Quatro apontamentos muito rápidos em dia do
aniversário dos teus 16 anos:
1 - Felizmente que não te lembrarás, mas os dias em que me tinha de despedir de ti, tu parada no passeio, bonita e pequena, com um casaco de pêlo castanho e os olhos inquietos e fundos no teu rosto, são facadas que a sociedade em movimento espetou durante um tempo no meu peito.
2 - Não existe a amizade. Existe o amor. Um dia explico-te melhor isto. Mas e os amigos que eu tenho? Se tens um forte sentimento por eles, então, minha filha, isso é amor. É algo de muito mais forte que a chamada amizade (embuste hipócrita que alguns insistem em confundir). E a este nível pode amar-se o homem do talho, a colega da carteira ao lado, a cabeleireira que gosta de nós, a médica que nos acompanha desde sempre.
3 - Mas e aquele, o tal rapaz? Também é amor o que sinto por ele, não é? Sim, Matilde. Mas não te esqueças: Em média (investigada por mim), os homens e as mulheres apaixonam-se entre 11 a 2363 vezes por vida. Os padres apenas entre 33 a 62 vezes. E nalgumas ocasiões somos felizes no amor, noutras nem tanto. Sendo que em muitas alturas aqueles que nos menosprezaram andam mais tarde o tempo todo atrás de nós. Mesmo que os enxotemos. É tão difícil o amor. O melhor é vivê-lo no momento. Até um dia...
4 - Por último, um pedido: quando um dia tivermos de nos despedir outra vez, em pleno século XXII, veste o casaco de pêlo castanho e os olhos fundos no teu rosto. Nessa altura sorrirei olhando como se fosse a primeira vez a tua beleza e a tua bondade em seres minha filha.
Parabéns, Matilde.
(Escrito à pressa e com pressa)
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
sábado, 30 de julho de 2016
As noites de verão também são de disputa
As noites de Verão quando não são de amor são
tramadas. Cheguei esta noite a um restaurante da moda e o parque automóvel
estava cheio. Com a habitual estrela da sorte a acompanhar-me vi um carro a
preparar-se para sair. Enfim, o costume. Já é hábito em mim. Foi nessa altura
que se adiantou ao meu carro ministeriável, de forma traiçoeira, um jeep. Tudo
bem. Também já estou habituado. O mesmo não acontecia pelos vistos aos meus
companheiros de jantar — gritos e "vou-me embora". Do jeep saem
diversas pessoas que correm para a recepção do restaurante com a intenção de
levarem mais cedo com a mesa nas trombas. Mantive a calma. Fiz questão de
estacionar na ordem que o senhor Jesus tinha estipulado para mim, dirigi-me à
porta do restaurante, e nesse momento vinha já de mesa marcada o padrinho do
grupo do jeep. Cruzamo-nos na porta, eu disse-lhe faz favor, o símio rosnou qualquer
coisa e aí eu percebi: tínhamos mais ou menos a mesma idade, ele tinha cara de
adido cultural em Londres, eu de mim mesmo — quer dizer, nestas coisas
estávamos empatados. Restava uma possibilidade de diferenciação. Uma apenas. A
mais difícil de todas. A marca das nossas camisas.
Desci devagar os olhos dos olhos dele para para o
logotipo da camisa. Com calma. O momento era decisivo.
Não. Não era possível. A marca, rara de encontrar,
exclusiva de génios e de idiotas (agora eu sei), era igual à minha.
Penso em tudo isto três quartos de hora depois
enquanto termino o jantar, no momento em que o grupo do jeep finalmente arranja
mesa.
O que teria feito a diferença neste caso? E a
certeza tornou-se definitiva: o meu charme natural, a beleza, o saber dizer, e
a inteligência que me caracterizam. Só pode ser.
Não há dúvida: mais importante do que a marca da
camisa somos nós. E a fama de termos mais camisas daquela marca.
quinta-feira, 21 de julho de 2016
O idiota
A fazer
conta que tem pressa, ninguém sabe de quê, meia leca de gente a ter de dar
muitos passos, cabelo ralo, voz tremelitante, sempre a falar sobre nada, olhos
sem cor, o jogo do Benfica debaixo do braço, a conta poupada ao cêntimo no
banco, o ódio a quem é mais inteligente. Eis o idiota metido a director-geral
de coisa alguma. Maria, não risques o Mercedes do senhor doutor.
domingo, 3 de julho de 2016
Water Slide
AVISO: Acabo de contratar a Mossad, o Daesh, a
Al-Qaeda, o SIS e os serviços de segurança do Museu da Presidência para
arrasarem com a instalação sonora do Water Slide que pespegaram em frente à
minha casa. Os décibeis do Bailando e Não Me Toca ultrapassam qualquer assomo
de legalidade e de normalidade psíquica. Logo neste fim-de-semana em que tenho
de estar concentrado nos meus papéis e, pensava eu, rodeado de música calma.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
A D.ª Lurdinhas
— Bom dia, D.ª Lurdinhas. Tenho muitas consultas marcadas para hoje?
— Acho que sim, Sr. Doutor. Estou só à procura do livro de recibos e já lhe digo.
sexta-feira, 27 de maio de 2016
O vulgar e o diferente
Não gosto da vulgaridade. Por isso é que
prefiro aqueles que têm uma ponta de loucura. Que fazem aquilo que não é
esperado fazerem. Como levarem para uma esplanada da Foz — a cena já tem algum
tempo, mas nunca me esqueci dela — um ganso preso por uma trela. O animal
parado ao lado da mesa a olhar para o mar irrequieto. Da mesma forma que a
chita da fotografia suspira por um cenário mais selvagem.
A propósito lembro-me de quando era pequeno ver com frequência em Cascais mamãs a levarem os filhos pela trela. Mas essas não eram loucas; eram idiotas.
Eu quero o olhar esquisito dos outros. Quantas vezes peço à vida a esplanada com o ganso pela trela!
Bruce Springsteen
Há coisas que nem sempre se explicam. A razão
porque gostamos mais de umas pessoas do que doutras é um bom exemplo disto
mesmo.
A verdade é que se me perguntarem assim de repente acerca da minha admiração por Bruce Sprigsteen, terei alguma dificuldade em responder.
Sentir-me-ei então obrigado a fazer uma viagem no tempo, até ao início, quando o ouvia nas noites dolorosas de estudo na véspera das frequências.
Depois o concerto em 1993 em Alvalade. Ao final da tarde, ainda dia, quase sem luzes ou artifícios tecnológicos de monta (pelo menos na 1* parte), um homem de calças de ganga, camisa e uma guitarra cantava sozinho no palco mesmo à nossa frente, como se connosco estivesse na sala de estar lá casa.
A verdade é que se me perguntarem assim de repente acerca da minha admiração por Bruce Sprigsteen, terei alguma dificuldade em responder.
Sentir-me-ei então obrigado a fazer uma viagem no tempo, até ao início, quando o ouvia nas noites dolorosas de estudo na véspera das frequências.
Depois o concerto em 1993 em Alvalade. Ao final da tarde, ainda dia, quase sem luzes ou artifícios tecnológicos de monta (pelo menos na 1* parte), um homem de calças de ganga, camisa e uma guitarra cantava sozinho no palco mesmo à nossa frente, como se connosco estivesse na sala de estar lá casa.
E a liturgia dos espectáculos do Bruce já lá estava toda. Ouvi-lo ao vivo não é a mesma coisa que escutá-lo nos discos. Ele é uma força da natureza. O chão e o nosso corpo estremecem num misto de epifania e de redenção. Sem nada de religioso por detrás deste fenómeno involuntário. Ou então tudo.
Será que é assim que as turbes são seduzidas estética e emocionalmente? Apenas uma certeza: Bruce Sprinsteen fala da verdade de cada um de nós, da vida de todos os dias, da vitória e da derrota, da alegria e da dor, da democracia e da exploração humana, do amor e do desamor.
Mas quase sempre com o grupo de metais a arrancarem-nos da terra, as meninas do coro a indicarem-nos o caminho da felicidade e o cantor fisicamente sobre-humano a saltar, correr pelo palco todo, dançar com a moça do público e a afirmar que amanhã tudo vai ser melhor.
Desde 1993 vi-o muitas mais vezes: em Barcelona, em Paris, em Nova York, em Budapeste, no Rio. Participei mais vezes na missa dele do que na da igreja da minha rua.
Entretanto eu e ele conhecemos-nos. É por isso que estamos neste momento sentados na esplanada da Benard depois de termos dado uma volta por Lisboa.
Um aviso: escusam de vir procurá-lo no Chiado. Vamos sair agora mesmo
quinta-feira, 26 de maio de 2016
sábado, 14 de maio de 2016
Bancos de esperma
Dirigentes
do Bloco de Esquerda pensam já na próxima conquista em defesa da independência das
mulheres. Na proposta a levar a plenário no próximo mês sugere-se a
obrigatoriedade de os mancebos, por ocasião da inspecção militar, doarem
esperma para ser guardado nas diversas instituições hospitalares. Desse modo
fica assegurada a hipótese de virem a ser mães as lésbicas, transexuais e
assexuais. Para além de que, segundo algumas dirigentes do BE, deste modo os
homens fazem a única coisa para que ainda servem.
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Novo coacher
"Quem
sai aos seus não degenera". No domingo passado, o meu filho D. Henrique de
Barros, de 8 anos de idade, proferiu a sua primeira conferência no
NorteShopping sobre coaching empresarial. A força motriz do sucesso está dentro
de nós e é com tentativas e erros que atingimos os objectivos pretendidos.
Estas foram algumas das ideias originais referidas pelo palestrante. Um sucesso!
A desvalorização das humanidades
Um casal de seres humanos encontrou-se numa das
ruas da cidade com uma amiga a quem já não viam há dois ou três anos:
- Olh'á a Luísa!! Há quanto tempo!! - gritou o elemento feminino da parelha.
- Tudo bem convosco? - perguntou o sempre divertido do companheiro - E o procrastinado do teu marido já acabou o doutoramento? - acrescentou com o seu fino sentido de humor.
A Luísa lá lhes disse que sim, fez as perguntas da praxe quando, de repente, foi interrompida em tom alvoraçado pela senhora Chanel:
- E a Mafalda? Em que ano está?
- Está no 10º - respondeu a Santa Luísa dos Meus Amores.
- Em que área?
- Humanidades.
Foi nesse instante que o mundo parou. Um Tuk-Tuk passou vazio, o Anselmo Ralph cantou na rádio de um carro com a força de um altifalante e o Carlos Moedas tocou sem querer no braço do cómico do marido. Não repararam em nada.
- Humanidades? - sufocou de espanto a senhora Vuitton - Mas ela era tão boa aluna... Foram as más companhias? O que é que lhe aconteceu?
A antiga Beata Luísa deu aos ombros, preguiçosa de responder, e proferiu a mais definitiva das sentenças:
- É a vida!
A partir dali só havia beijos para dar e palavras para calar.
- Lembra ao teu marido que tem de mudar de clube - disse o dono do refinado sentido de humor. Pela primeira vez em muitos anos a senhora Ferragamo concordou com o estropício do marido que levava à trela.
- Olh'á a Luísa!! Há quanto tempo!! - gritou o elemento feminino da parelha.
- Tudo bem convosco? - perguntou o sempre divertido do companheiro - E o procrastinado do teu marido já acabou o doutoramento? - acrescentou com o seu fino sentido de humor.
A Luísa lá lhes disse que sim, fez as perguntas da praxe quando, de repente, foi interrompida em tom alvoraçado pela senhora Chanel:
- E a Mafalda? Em que ano está?
- Está no 10º - respondeu a Santa Luísa dos Meus Amores.
- Em que área?
- Humanidades.
Foi nesse instante que o mundo parou. Um Tuk-Tuk passou vazio, o Anselmo Ralph cantou na rádio de um carro com a força de um altifalante e o Carlos Moedas tocou sem querer no braço do cómico do marido. Não repararam em nada.
- Humanidades? - sufocou de espanto a senhora Vuitton - Mas ela era tão boa aluna... Foram as más companhias? O que é que lhe aconteceu?
A antiga Beata Luísa deu aos ombros, preguiçosa de responder, e proferiu a mais definitiva das sentenças:
- É a vida!
A partir dali só havia beijos para dar e palavras para calar.
- Lembra ao teu marido que tem de mudar de clube - disse o dono do refinado sentido de humor. Pela primeira vez em muitos anos a senhora Ferragamo concordou com o estropício do marido que levava à trela.
segunda-feira, 25 de abril de 2016
quinta-feira, 21 de abril de 2016
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Finalmente o bom tempo
Aqui não cabe mais ninguém. Hoje há sol e bolas de Berlim a
jorros em todo o país. Ninguém ficou em casa; o apelo do calor e do mar falou
mais alto. O pai de jornal Record debaixo do braço, a mãe com o fato de banho
apertado pela passagem de mais um ano, o cunhado que veio ver o Bayern e ainda
não se foi embora, os rapazes mal-educados como sempre, a filha a querer ser
mulher antes do tempo, e a boazona da prima francesa que anda a dormir com o
cunhado benfiquista, todos deitados ao sol e à coscuvilhice militante dos
outros. Quase em frente a vizinha do 3º esquerdo olha o mar e pensa num verso
para publicar no Facebook. O Jorge vai gostar. Nós também, sentados na
esplanada da vida a imaginar tudo isto. Bendito sol.
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Mulher que mata
Para ti
Um beijo amigo, companheiro, apaixonado, quente do sol, húmido da chuva, alvo dos lençóis brancos, vermelho do teu sangue.
Um beijo amigo, companheiro, apaixonado, quente do sol, húmido da chuva, alvo dos lençóis brancos, vermelho do teu sangue.
domingo, 10 de abril de 2016
O meu carro novo
Comprei um carro tão bom, tão bom, que ninguém me reconhece dentro dele. Resultado: passo o dia a cumprimentar gente
conhecida sem obter resposta alguma. Pareço tolinho. Vou devolver o carro.
A única coisa positiva no meio disto é a Madalena esperar pacientemente
pela boleia no meu carro novo.
domingo, 3 de abril de 2016
"Quem
sai aos seus não degenera". No domingo passado, o meu filho D. Henrique de
Barros, de 8 anos de idade, proferiu a sua primeira conferência no
NorteShopping sobre coaching empresarial. A força motriz do sucesso está dentro
de nós e é com tentativas e erros que atingimos os objectivos pretendidos.
Estas foram algumas das ideias originais referidas pelo palestrante. Um sucesso!
sábado, 19 de março de 2016
No dia do pai
A minha
mão já não é assim. Cresceu. Tornou-se adulta. O tempo, o malandro do tempo,
encarregou-se de a mudar. Porque é que as coisas não param um bocadinho que
seja? O comboio não pode sair da estação outra vez. Eu quero a minha mão
pequenina, Pai.
terça-feira, 8 de março de 2016
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Nunca acreditei muito na amizade. Acredito mais no
amor. Vem isto a propósito do Facebook. Está tudo à vista nesta rede social.
Amigos de infância que nos esqueceram. Outros que não conhecíamos a
revelarem-se excepcionais. Gatos que são lindos na casa dos outros. Cães que
gostaria de ter mas que nunca seria capaz de os fechar na minha casa. Flores
lindas que não cheiram a nada. Mulheres belíssimas que criam desejo mas vivem a
centenas de quilómetros. E que querem brincar às cinquenta sombras de grey. Ou
então que desabafam durante horas os seus males de amor. Com a consulta a ser
paga a seguir: quando curadas e prontas para voltar a amar, então é a altura de
o novo namorado me bloquear! É um espectáculo o Facebook. Tal como a vida.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Terça-Feira de Carnaval
Nunca gostei de me fantasiar mas hoje resolvi
seguir a turbe. Às vezes cansamo-nos de ser sempre os mesmos. O meu disfarce
para esta terça-feira de Carnaval vai ser a mescla de algo assim: egoísta,
tímido disfarçado, mais inteligente que outros, cultor da escrita,
contemporizador com os idiotas, amante das mulheres que o são, desorganizado,
mentiroso, indolente, sedutor, cínico, psicólogo dos outros, solitário, de
poucas palavras, apaixonado pelos mass media e pela política. E mau. Muito mau.
Vamos lá ver se consigo ser tudo isto.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Ninguém entende isto
A natureza em todo o seu
esplendor. Tem veias, corpo, terra e mar. E é uma só. Por isso é que eu amo o
mundo todo. Ninguém entende isto.
sábado, 30 de janeiro de 2016
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