sábado, 12 de agosto de 2017
Ferrari
domingo, 6 de agosto de 2017
Eu sou o Pablo Picasso
Arranjei-me para a praia num instante: foi só vestir os calções brancos que comprei na Hermès e pegar na primeira toalha que estava à mão. Nem levo a camisola às riscas. Tenho pressa do sol. E tu, Pulcinella? Queres a água, eu sei. Eu vou ver a vida. As prostitutas, os velhos, os ladrões, as meninas sem beira. As mulheres. Mas com os olhos nivelados e os seios-laranjas da Andaluzia. Apetece-me provocá-las. Desconstruí-las no corpo e no génio. Fazer-lhes mal e bem. Vamos tourear esta gente, Pulcinella. E o destino também. Eu sou Pablo Picasso.
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
O amor existe
Não, não é verdade. O amor existe. De muitas formas possíveis mas existe. E é imorredoiro. Pode ir e ir e parecer que não vem mais. Algumas vezes nem virá materializado em situações da vida. Mas o sentimento está lá. Escondido, amarfanhado, odiado. Até um dia em que haja a possibilidade de sentar connosco na esplanada. É muito difícil gostar verdadeiramente de alguém. De alguém que não somos nós. Que lê outros autores, que não viaja, que gosta do campo. Que diz mal de nós. Que nos é indiferente. E, de repente, não podemos passar um sem o outro. Ora uma coisa assim não acaba com um simples esfumar-se. Com um estalar dos dedos. Da mesma forma que não começou assim. Juntaram-se muitas coisas, sinapses, discussões, noites sem sono, emoções neurológicas não repartidas, para terminar assim. Por isso é que é sempre possível recuperar um verdadeiro amor. Como? Por favor, contactem a minha assistente, a D. Lurdinhas, para marcarem consulta comigo. Mas desse já vos digo que a agenda está preenchida até fins de Novembro. Até lá, meus amores.
sábado, 29 de julho de 2017
O aniversário da minha amiga
sexta-feira, 28 de julho de 2017
A Cuca Roseta e os gelados Magnum
quinta-feira, 27 de julho de 2017
BJornal
Desde sempre a fazer jornais.
A minha grande paixão (às vezes maior que a das mulheres).
Aos 9 anos brincava aos jornais recortando fotografias, colando-as numa folha branca grande e escrevendo os respectivos textos.
Aos 20 ajudei a fundar -- com o meu pai -- um jornal que ainda dura e há-de durar.
Outros se seguiram.
Hoje saiu este.
terça-feira, 25 de julho de 2017
Carlos Drummond de Andrade
domingo, 23 de julho de 2017
Doce por doce
sexta-feira, 21 de julho de 2017
A esplanada
segunda-feira, 17 de julho de 2017
De algo ou alguém
À espera. Do sol, das horas, de Godot. À espera. Do fim da tese, do mar encapelado, do FCP campeão. À espera. Da avó outra vez viva, do leite amargo dado a beber por ele, do último número da New Yorker. À espera. Das luzes que não param na noite embriagada de música e de álcool, das ondas que vão e vêm, do corpo ritmado dele. À espera. De saber o que é ser feliz, das lágrimas compostas de átomos, da lua e do sol. À espera. De mim.
domingo, 16 de julho de 2017
Luís Montez
Não há bem que sempre dure. Acabou o Super Bock Super Rock. O Luís Montez vai deixar de aparecer todos os dias na televisão. Com a sua casa como cenário. O Pavilhão Atlântico. E os jardins em frente ao Tejo, as obras de arquitectura e de arte urbana. A pala do Siza Vieira. Tudo dele. Assim como os jornais e as televisões. Um visionário da mediocridade portuguesa. O introdutor das pulseiras de cores diferentes. Que teve a avareza desmedida de acabar com o único festival mítico do nosso país: Vilar de Mouros. Um dos indivíduos mais antipáticos de Portugal.
sexta-feira, 14 de julho de 2017
Rostos da RTP
sábado, 8 de julho de 2017
Convidadas de última hora
- Maria dos Anjos!!! Quanto tempo... Estás igual... Que felicidade a minha... Deus é grande... E trouxeste as tuas sobrinhas... (Vou já servir-lhes um Porto Barros enquanto nós os dois conversamos)... Estou tão contente...
O enlace matrimonial seguido de lua de mel na Nazaré
sábado, 1 de julho de 2017
A MONICA E EU
quinta-feira, 29 de junho de 2017
Eu, a esplanada e a coca-cola
Servia-me a Coca-Cola Zero todos os dias na esplanada onde eu sentava a olhar o mundo. Que saudades da Coca-Cola Zero.
(Foto de Bernardo Coelho)
sexta-feira, 23 de junho de 2017
A minha intervenção no Parlamento Europeu

quinta-feira, 15 de junho de 2017
DIA DO CORPO DO HENRIQUE
terça-feira, 30 de maio de 2017
sábado, 27 de maio de 2017
Relógios Patek Philippe
Apenas cuidamos dele
para a geração seguinte.
A viagem
– A menina importa-se de me dizer a que horas sai o próximo navio?
sábado, 13 de maio de 2017
Finalmente: Portugal vence o festival da Eurovisão
quinta-feira, 11 de maio de 2017
As aparições e a minha vida
terça-feira, 9 de maio de 2017
A vida devagar
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Joana Amaral Dias
Este Francisco Sérgio é um misógino, um machista da pior espécie e um narcisista incorrigível. Se o virem, fujam dele. Telefonem-me imediatamente indicando o local onde o poderei encontrar. Para a frente é que é o caminho.
Agradecida!
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Janela para o mundo
– Esperta foi ela, Dona Cândida. Combinou com o Soares da agência receber por cada cabeça. E ainda por cima andou com o motorista durante o passeio, como é que ele se chama?, o Zé da Madalena.
– E a filha? Experimentou os rapazes todos de uma escola de Vigo que estavam lá de férias.
– Dona Cândida... não se sabe... diz-se.
– Pelo meu falecido Albano. Quem me conhece sabe que não gosto de falar da vida dos outros, mas que é autêntico, lá isso é... E só não foi com o professor porque a directora da escola já o tinha arrebanhado.
– E a Dona Cândida não protestou durante a viagem?
– Ó Pirolito, sabes lá... O Sr. Américo insistiu muito para eu não dizer nada, que ia ser um escândalo e a fama de todos ia ser prejudicada.
– O que vale a esta rua é ainda haver pessoas como a Dona Cândida. Ainda ontem o Sr. Américo falava disso quando a veio visitar.
– Sabes Pirolito, ainda está para nascer alguém tão honesta como eu.
– Lá isso é verdade – disse o Camilo Lourenço quando leu esta crónica.


































