sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
O PSD e Elina Fraga
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
O tempo sem retorno
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
Noite de Carnaval
domingo, 28 de janeiro de 2018
Na esplanada
Dois homens e um cão. Há muito tempo que estão a ler. Menos o cão. Parece que não sabe ler. Ninguém é capaz de identificar de onde são, o que fazem. Das suas bocas não sai uma palavra. O cão também não ladra. Assim fica difícil descobrir qual a nacionalidade do trio. Se ao menos o cão ladrasse. Uma coisa é certa: nenhum deles está aqui. Provavelmente imaginam-se no mundo traduzido em escrita nos livros de ambos. O cão, esse, deve estar a percorrer os prados verdejantes do norte da Europa. Quem o mandou não aprender a ler?
sábado, 20 de janeiro de 2018
Voltar a casa
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Conselho para os noivos
Que a felicidade combine com o ordenado mínimo de ambos, em empregos sem término definido, mais o aluguer do ninho de amor por 800 euros mensais.
sábado, 13 de janeiro de 2018
Vitória interna de Rui Rio na liderança do PSD
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
Ele está no meio de nós
Avé Maria cheia de graça, dai-nos a nós o povo de Portugal, que eles precisam do mando dos tementes a Deus, Nosso Senhor, para que haja segurança, ordem e progresso no mundo, santificados os chefes daqueles que nada sabem, que têm o coração fechado para o amor aos bens materiais, e pensamento aberto à mudança e ao pecado.
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
Noite de fim do ano
domingo, 31 de dezembro de 2017
Uma gata aqui em casa
domingo, 17 de dezembro de 2017
O cargo de Presidente da República
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Dias de incumprimento
E pronto. Lá estou a pedir desculpas outra vez.
sábado, 25 de novembro de 2017
Dia de mim mesmo
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
Galope sem freio
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
Adriana
Lembro-me muito bem de ti. Há anos que não te vejo. Vinhas a minha casa, o mordomo anunciava a tua chegada e íamos logo para o quarto. Despias-te devagar e eu encostado à parede do nirvana olhava-te. As meias, sempre as meias, eras esperta, enrolava-las ao mesmo tempo que desciam as Torres Gémeas. Era nessa altura que eu entrava em casa de nós os dois, bem junto a ti, mãos nas mãos. Uma eternidade depois fechavas os olhos e eu abria os meus para ver os teus fechados. Beijava-te, então.
sexta-feira, 6 de outubro de 2017
O funeral dos professores
Uma grande conquista. Pouco a pouco a vida avança. Desistir na vida é desistir na morte.
sábado, 23 de setembro de 2017
Bruce Springsteen
Já o escrevi várias vezes: gosto mesmo deste tipo. Da sua aparente bonomia, proximidade, simpatia. E das músicas que escreve, claro.
domingo, 20 de agosto de 2017
É hoje
- Lurdes, traz-me os calções de banho vermelhos.
- (...)
- Hoje vou finalmente reencontrar-me com o mar.
- É p'ra já, senhor doutor.
***
- És capaz de me dar uma sugestão de um sítio diferente, com pessoas realmente interessantes, onde não se fale só do clima e do vídeo-árbitro?
- Sou sim, senhor doutor, e o autocarro pára mesmo em frente.
- Levas-me a esse autocarro, Lurdes?
- Levo, claro.
***
- Tens mesmo a certeza que os calções vermelhos vão fazer sucesso?
- Sem qualquer dúvida, senhor doutor. Olhe, está aí o autocarro. E é da Barraqueiro. São aqueles de que o senhor doutor mais gosta.
- Adeus, Lurdes. Diz à menina Sílvia Alberto que espere até ao meu regresso.
- E o que faço à Senhora Dona Catarina?
- (…)
sábado, 19 de agosto de 2017
O cruzamento
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Festas D'Agonia
sábado, 12 de agosto de 2017
Ferrari
domingo, 6 de agosto de 2017
Eu sou o Pablo Picasso
Arranjei-me para a praia num instante: foi só vestir os calções brancos que comprei na Hermès e pegar na primeira toalha que estava à mão. Nem levo a camisola às riscas. Tenho pressa do sol. E tu, Pulcinella? Queres a água, eu sei. Eu vou ver a vida. As prostitutas, os velhos, os ladrões, as meninas sem beira. As mulheres. Mas com os olhos nivelados e os seios-laranjas da Andaluzia. Apetece-me provocá-las. Desconstruí-las no corpo e no génio. Fazer-lhes mal e bem. Vamos tourear esta gente, Pulcinella. E o destino também. Eu sou Pablo Picasso.
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
O amor existe
Não, não é verdade. O amor existe. De muitas formas possíveis mas existe. E é imorredoiro. Pode ir e ir e parecer que não vem mais. Algumas vezes nem virá materializado em situações da vida. Mas o sentimento está lá. Escondido, amarfanhado, odiado. Até um dia em que haja a possibilidade de sentar connosco na esplanada. É muito difícil gostar verdadeiramente de alguém. De alguém que não somos nós. Que lê outros autores, que não viaja, que gosta do campo. Que diz mal de nós. Que nos é indiferente. E, de repente, não podemos passar um sem o outro. Ora uma coisa assim não acaba com um simples esfumar-se. Com um estalar dos dedos. Da mesma forma que não começou assim. Juntaram-se muitas coisas, sinapses, discussões, noites sem sono, emoções neurológicas não repartidas, para terminar assim. Por isso é que é sempre possível recuperar um verdadeiro amor. Como? Por favor, contactem a minha assistente, a D. Lurdinhas, para marcarem consulta comigo. Mas desse já vos digo que a agenda está preenchida até fins de Novembro. Até lá, meus amores.

























