Amanhã é Segunda-feira. Lamento. Eu sei que queres sol e vida, música e dança. E amor. Mas a Segunda-feira não te impede de ser feliz. Sim, há horários para cumprir, contas a resolver, vestuário próprio para usar. E depois o pensamento de sempre: nunca mais é Sábado. Levanta a cabeça e sorri. Convence-te que o mundo lá fora sustém a respiração à espera de te ver. Vais conseguir. Desde que penses assim. O sol, a música e a dança ficam para quando quiseres: ao fim da tarde na esplanada, à noite no remanso do sítio que escolheres.
domingo, 27 de janeiro de 2019
Nunca mais é sábado
Amanhã é Segunda-feira. Lamento. Eu sei que queres sol e vida, música e dança. E amor. Mas a Segunda-feira não te impede de ser feliz. Sim, há horários para cumprir, contas a resolver, vestuário próprio para usar. E depois o pensamento de sempre: nunca mais é Sábado. Levanta a cabeça e sorri. Convence-te que o mundo lá fora sustém a respiração à espera de te ver. Vais conseguir. Desde que penses assim. O sol, a música e a dança ficam para quando quiseres: ao fim da tarde na esplanada, à noite no remanso do sítio que escolheres.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
A propósito da Dra. Maria José Rodrigues
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
O discurso
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
A imprensa regional e o aniversário do jornal O Vianense
Quadratura do Círculo
Isso, espetem o último prego no caixão. A televisão já estava moribunda... não é SIC? Agora é chamar a Servilusa e vermos só séries em streaming. Política e coisas sérias? Ninguém as quer ver, o Balsemão, o Costa e o Oliveira do que dizem os teus olhos é que sabem disto. Quadratura do Círculo... que é isso? É aquele programa que dá no intervalo dos debates sobre futebol? O que é que está p’ra aí a dizer, caro telespectador? Que a Quadratura é o melhor programa político da televisão portuguesa? Estes telespectadores estão cada vez mais néscios. Nem os amigos do Balsemão autorizam nem o público do Marcelo quer: a televisão actual é a da Cristina, do Carro do Amor e do Playback Total. Isso e muito futebol. Não gostam? Vão para o Facebook. Nós por cá ficamos bem. Nós e os partidos marginais a tudo isto. Até ao estouro final, dizem os consumidores da antiga televisão interclassista e honesta.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
A idade das mulheres
As coisas que vemos são enquadradas pelo espaço e pelo tempo. Kant ensinou-nos isto. Entretanto o espaço tem vindo a ser relativizado. As inovações tecnológicas e a globalização muito têm contribuído para que assim seja. O problema agora é o tempo.
Vem isto isto a propósito da boutade provocadora do escritor Yann Moix que tanto alarme social tem causado. Será realmente a mulher de 50 anos encarada pelos homens de forma diferente sob o ponto de vista erótico daquela que tem apenas 25 anos?
Se querem a verdade, eu digo: sim, há distinções objectivas entre ambas. Porquê? Porque há metade de uma vida a separá-las. Contra esta realidade não há argumentos possíveis. Por isso é que a Lolita continua a ser uma presença forte no imaginário masculino — não se esqueçam que os homens são sempre umas crianças.
Mas as diferenças maiores acabam aqui. Nenhum cinquentão no seu perfeito juízo quer casar com a ninfa de Nabokov. Nem é preciso tanto: quando quer conversar sobre o tempo e o que ele deixa para trás escolhe a mulher que conhece a resposta (ainda por cima tantas vezes absolutamente linda).
Calma. Não acabei ainda. Quando quer beber Barca Velho ao lado da lareira acesa e depois fazer amor bom, demorado e adulto, então escolhe a mulher de cinquenta anos. Bela e inteligente. Capaz de entender as mesmas palavras. E de sentir e fazer sentir como nem todas conseguem.
Por isso é que é mentira dizer que são iguais as mulheres. Graças a Deus. E a elas também.
sábado, 5 de janeiro de 2019
Prisão de Armando Vara
Sei que os meus leitores não vão concordar comigo. Que muitos duvidarão mesmo do meu equilíbrio mental. Sinceramente, não me importo. Cheguei a uma fase em que a opinião dos outros adquiriu a relatividade correspondente.
(Foto Paulo Novais/Lusa)
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
As ondas da Nazaré
O amor a festejar o abraço dos corpos. E o chão dos nossos passos quase a estremecer. A vertigem da festa em noite de Verão está quase, quase...
sábado, 29 de dezembro de 2018
Festas felizes
sábado, 15 de dezembro de 2018
O bebé que não gostava de televisão
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Cavalinho de romaria
domingo, 9 de dezembro de 2018
Violoncelo com corpo de mulher
Resolvi envolvê-lo num vestido preto a ver se o subtraía à cobiça. Em má hora o fiz. Olhá-lo passou a ser o mesmo que ouvir as sinfonias de Beethoven sem ninguém as tocar. O violoncelo a cheirar a sexo e a sândalo nunca mais foi só um violoncelo.
Fiz então aquilo que me pareceu mais eficaz para afastar a volúpia dos meus amigos da onça. Tirei da santa que casou comigo o colar que um dia lhe ofereci. Só assim conseguiria transformar o alvo do meu transtorno numa senhora de casa, cuidadora do marido e dos filhos que havia de ter.
Idiota de mim. Quando percebi que a mulher-violoncelo a cheirar a sândalo, vestido negro a realçar-lhe as formas, seios de leite prontos a alimentar a prole, era mais explosiva que a bomba de Hiroshima, já era tarde. Já estava a cuidar dos filhos dos outros.
TEXTO: Francisco Sérgio de Barros e Barros
FOTOGRAFIA: Fátima Vicente Silva
CURADORIA (da iniciativa de juntar textos a trabalhos de fotógrafos portugueses reconhecidos): Maria Helena da Bernarda
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
No Dia Internacional do Homem
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
A profissão de professor
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
Hockney revisitado
domingo, 4 de novembro de 2018
Cidade grande
Só. Nesta cidade grande em que não me reconheço. Longe de tudo e cada vez mais de mim. Só. O metropolitano a fugir e eu a correr atrás dele. A cidade grande nunca chega a tempo. De quebrar o silêncio quando a melancolia pede festa. De sentar na mesa ao lado a mulher que ri de todos. Do cumprimento afectuoso do director-geral que nunca nos olhou. Só. Não era isto que eu queria da cidade grande. Queria ser reconhecido. Estar perto de tudo. Do teatro e do rio. Do centro do mundo. Só. E eu cada vez mais longe de mim. E da minha cidade pequena que não me reconhecia mas conhecia. Só.
TEXTO: Francisco Sérgio de Barros e Barros
FOTOGRAFIA: Fátima Vicente Silva
CURADORIA (da iniciativa de juntar textos a trabalhos de fotógrafos portugueses reconhecidos): Maria Helena da Bernarda
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
Chega p´ra lá
“Não, não te quero mais... nem eu nem ninguém, não conquistaste nenhuma das minhas amigas, não tens noites por contar, és muito direitinho em tudo que fazes, não discutes com o teu chefe, ganhas há anos a fio o mesmo, até a fazeres amor... é sempre a mesma posição... não, chega bambino... bye, bye.”
terça-feira, 16 de outubro de 2018
Maria Leonor de Brandão Ferreira e Barros
sexta-feira, 12 de outubro de 2018
Viagem no Alfa
quarta-feira, 10 de outubro de 2018
A Dona Lurdinhas e a cliente moldava
— Está! Queria falar com o Conde de Viana...
— Tem consulta marcada?
— Minha senhora, venho de propósito da Moldávia para falar com o mago do amor!
— Isso a mim interessa-me pouco. Há aqui pessoas que vêm de Bruxelas...
— Mas foi o Conde que me disse para esperar por ele na esplanada.
— Menina, não brinque comigo. Todas as consultas têm que passar por mim.
— Ai é? Vou fazer queixa à Deco e à Dra. Ana Avoila. Como é que se chama a senhora?
— D. Lurdinhas.
domingo, 7 de outubro de 2018
Coração de Viana
quinta-feira, 27 de setembro de 2018
A triste história da Rosa Grilo
sábado, 15 de setembro de 2018
Fim do Verão
domingo, 12 de agosto de 2018
Anthony Bourdain
Ontem vi um dos programas do Anthony Bourdain. E lembrei-me das circunstâncias da sua morte. Há anos que vejo defendido em muitos artigos e livros de pendor filosófico o relacionamento livre entre um homem e uma mulher. E leio aquilo com enorme desconfiança. Tudo por causa do amor. Será que mesmo seguros de nós mesmos suportamos qualquer acção que a liberdade do outro persiga?
Bourdain teria vivido ao longo da vida episódios de depressão. Mas isso não explica tudo. Ou muito pouco. A paixão que dedicava à actriz Asia Argento não era coadunável com aquela espécie de acordo que fizeram, quais pássaros livres a voarem em espaços diferentes, “sem fronteiras de relacionamentos tradicionais”.
Quanta ingenuidade, Bourdain! Os homens ainda não estão preparados para a sociedade feminista. Além de que são menos fortes porque menos independentes do que as mulheres.
Ao mínimo gesto chauvinista da fêmea soçobram. Bourdain era invejado, idolatrado mesmo, por muitos. No entanto, perante a notícia de um flirt qualquer da fogosa Asia decidiu desistir de si, da filha de 11 anos, das delícias da mesa e do mundo. E a verdade é que o acordo firmado num momento de amor entre os dois previa tudo isto...
Para uma reflexão mais sustentada e demorada sobre o tema, atendo em consulta todos os dias de Segunda a Sexta. Basta marcarem com a minha assistente, a D. Lurdinhas
terça-feira, 7 de agosto de 2018
Rapazes e raparigas
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
O casamento

























