quarta-feira, 13 de março de 2019
Partida de ténis
terça-feira, 12 de março de 2019
Fernando Poeta
sábado, 16 de fevereiro de 2019
Director do museu
O Museu de Serralves está salvo! Já foi escolhido o novo director da instituição: Kléber Cullmann, crítico de arte alemão, reconhecido em todo o mundo pela sua experiência em indústrias culturais de cariz forchhammer. Na foto, o novo director (à direita) já na cidade do Porto, acompanhado do assistente pessoal Rolf Forchhammer.
sábado, 9 de fevereiro de 2019
Esclarecimento
Uma brincadeira em vídeo produzida por uma rede social sobre os amigos da minha vida acabou por me trazer dissabores. Muitos (muitas) queixaram-se de no vídeo em questão só aparecerem mulheres e todas elas bonitas. Importa saberem duas coisas: só tenho amigos mulheres (com raríssimas excepções, geralmente relacionadas com a minha infância); todas as minhas amigas são bonitas.
sábado, 2 de fevereiro de 2019
Pedido de casamento
O dia era sério: a resposta tinha de ser dada ao Daniel, um rapaz que segundo diziam sempre gostara de si. A Conceição olhava para ele e sentia desdém pelo que via, um tipo esquálido, quase grotesco, desajeitado na fala e no comportamento de homem novo.
— Queres casar comigo? — a pergunta sempre adiada até àquele maldito dia.
— Se tu tiveres vontade nisso — disse a Conceição numa voz apagada pela vontade nenhuma.
— Pois então vou falar com o Padre Maurício e marcar o casamento. Que contente vai ficar a minha mãe. Queres apostar como ela vai pôr uma vela à Senhora d’Aparecida?
A Conceição sem saber o que dizer a seguir. Tão decidida e agora tonta sem querer pensar em nada.
As mãos do Daniel a quererem cumprir o namoro. O rosto da mulher que tanto amava logo ali à distância de um palmo de coragem. Foi então que os dedos tocarem aquela pele quente de mulher. Nunca tinha sentido uma coisa assim.
— Vou p’ra dentro que estou com frio — a Conceição a esgueirar-se pelas escadas acima em direcção a casa.
— Amanhã digo alguma coisa — ele afoito a comportar-se decidido.
Já a prometida não o ouvia. A barriga cheia pelo bebé do patrão casado dava sinal de querer descanso. A barriga e a cabeça sempre a pensar o mesmo.
Ainda um dia vão ser felizes, a Conceição mais o Daniel.
domingo, 27 de janeiro de 2019
Nunca mais é sábado
Amanhã é Segunda-feira. Lamento. Eu sei que queres sol e vida, música e dança. E amor. Mas a Segunda-feira não te impede de ser feliz. Sim, há horários para cumprir, contas a resolver, vestuário próprio para usar. E depois o pensamento de sempre: nunca mais é Sábado. Levanta a cabeça e sorri. Convence-te que o mundo lá fora sustém a respiração à espera de te ver. Vais conseguir. Desde que penses assim. O sol, a música e a dança ficam para quando quiseres: ao fim da tarde na esplanada, à noite no remanso do sítio que escolheres.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
A propósito da Dra. Maria José Rodrigues
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
O discurso
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
A imprensa regional e o aniversário do jornal O Vianense
Quadratura do Círculo
Isso, espetem o último prego no caixão. A televisão já estava moribunda... não é SIC? Agora é chamar a Servilusa e vermos só séries em streaming. Política e coisas sérias? Ninguém as quer ver, o Balsemão, o Costa e o Oliveira do que dizem os teus olhos é que sabem disto. Quadratura do Círculo... que é isso? É aquele programa que dá no intervalo dos debates sobre futebol? O que é que está p’ra aí a dizer, caro telespectador? Que a Quadratura é o melhor programa político da televisão portuguesa? Estes telespectadores estão cada vez mais néscios. Nem os amigos do Balsemão autorizam nem o público do Marcelo quer: a televisão actual é a da Cristina, do Carro do Amor e do Playback Total. Isso e muito futebol. Não gostam? Vão para o Facebook. Nós por cá ficamos bem. Nós e os partidos marginais a tudo isto. Até ao estouro final, dizem os consumidores da antiga televisão interclassista e honesta.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
A idade das mulheres
As coisas que vemos são enquadradas pelo espaço e pelo tempo. Kant ensinou-nos isto. Entretanto o espaço tem vindo a ser relativizado. As inovações tecnológicas e a globalização muito têm contribuído para que assim seja. O problema agora é o tempo.
Vem isto isto a propósito da boutade provocadora do escritor Yann Moix que tanto alarme social tem causado. Será realmente a mulher de 50 anos encarada pelos homens de forma diferente sob o ponto de vista erótico daquela que tem apenas 25 anos?
Se querem a verdade, eu digo: sim, há distinções objectivas entre ambas. Porquê? Porque há metade de uma vida a separá-las. Contra esta realidade não há argumentos possíveis. Por isso é que a Lolita continua a ser uma presença forte no imaginário masculino — não se esqueçam que os homens são sempre umas crianças.
Mas as diferenças maiores acabam aqui. Nenhum cinquentão no seu perfeito juízo quer casar com a ninfa de Nabokov. Nem é preciso tanto: quando quer conversar sobre o tempo e o que ele deixa para trás escolhe a mulher que conhece a resposta (ainda por cima tantas vezes absolutamente linda).
Calma. Não acabei ainda. Quando quer beber Barca Velho ao lado da lareira acesa e depois fazer amor bom, demorado e adulto, então escolhe a mulher de cinquenta anos. Bela e inteligente. Capaz de entender as mesmas palavras. E de sentir e fazer sentir como nem todas conseguem.
Por isso é que é mentira dizer que são iguais as mulheres. Graças a Deus. E a elas também.
sábado, 5 de janeiro de 2019
Prisão de Armando Vara
Sei que os meus leitores não vão concordar comigo. Que muitos duvidarão mesmo do meu equilíbrio mental. Sinceramente, não me importo. Cheguei a uma fase em que a opinião dos outros adquiriu a relatividade correspondente.
(Foto Paulo Novais/Lusa)
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
As ondas da Nazaré
O amor a festejar o abraço dos corpos. E o chão dos nossos passos quase a estremecer. A vertigem da festa em noite de Verão está quase, quase...
sábado, 29 de dezembro de 2018
Festas felizes
sábado, 15 de dezembro de 2018
O bebé que não gostava de televisão
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Cavalinho de romaria
domingo, 9 de dezembro de 2018
Violoncelo com corpo de mulher
Resolvi envolvê-lo num vestido preto a ver se o subtraía à cobiça. Em má hora o fiz. Olhá-lo passou a ser o mesmo que ouvir as sinfonias de Beethoven sem ninguém as tocar. O violoncelo a cheirar a sexo e a sândalo nunca mais foi só um violoncelo.
Fiz então aquilo que me pareceu mais eficaz para afastar a volúpia dos meus amigos da onça. Tirei da santa que casou comigo o colar que um dia lhe ofereci. Só assim conseguiria transformar o alvo do meu transtorno numa senhora de casa, cuidadora do marido e dos filhos que havia de ter.
Idiota de mim. Quando percebi que a mulher-violoncelo a cheirar a sândalo, vestido negro a realçar-lhe as formas, seios de leite prontos a alimentar a prole, era mais explosiva que a bomba de Hiroshima, já era tarde. Já estava a cuidar dos filhos dos outros.
TEXTO: Francisco Sérgio de Barros e Barros
FOTOGRAFIA: Fátima Vicente Silva
CURADORIA (da iniciativa de juntar textos a trabalhos de fotógrafos portugueses reconhecidos): Maria Helena da Bernarda
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
No Dia Internacional do Homem
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
A profissão de professor
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
Hockney revisitado
domingo, 4 de novembro de 2018
Cidade grande
Só. Nesta cidade grande em que não me reconheço. Longe de tudo e cada vez mais de mim. Só. O metropolitano a fugir e eu a correr atrás dele. A cidade grande nunca chega a tempo. De quebrar o silêncio quando a melancolia pede festa. De sentar na mesa ao lado a mulher que ri de todos. Do cumprimento afectuoso do director-geral que nunca nos olhou. Só. Não era isto que eu queria da cidade grande. Queria ser reconhecido. Estar perto de tudo. Do teatro e do rio. Do centro do mundo. Só. E eu cada vez mais longe de mim. E da minha cidade pequena que não me reconhecia mas conhecia. Só.
TEXTO: Francisco Sérgio de Barros e Barros
FOTOGRAFIA: Fátima Vicente Silva
CURADORIA (da iniciativa de juntar textos a trabalhos de fotógrafos portugueses reconhecidos): Maria Helena da Bernarda
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
Chega p´ra lá
“Não, não te quero mais... nem eu nem ninguém, não conquistaste nenhuma das minhas amigas, não tens noites por contar, és muito direitinho em tudo que fazes, não discutes com o teu chefe, ganhas há anos a fio o mesmo, até a fazeres amor... é sempre a mesma posição... não, chega bambino... bye, bye.”
terça-feira, 16 de outubro de 2018
Maria Leonor de Brandão Ferreira e Barros
sexta-feira, 12 de outubro de 2018
Viagem no Alfa
quarta-feira, 10 de outubro de 2018
A Dona Lurdinhas e a cliente moldava
— Está! Queria falar com o Conde de Viana...
— Tem consulta marcada?
— Minha senhora, venho de propósito da Moldávia para falar com o mago do amor!
— Isso a mim interessa-me pouco. Há aqui pessoas que vêm de Bruxelas...
— Mas foi o Conde que me disse para esperar por ele na esplanada.
— Menina, não brinque comigo. Todas as consultas têm que passar por mim.
— Ai é? Vou fazer queixa à Deco e à Dra. Ana Avoila. Como é que se chama a senhora?
— D. Lurdinhas.

























